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sábado, 7 de março de 2009

U2 INICIA EM JUNHO, NA ESPANHA, SUA TURNÊ MUNDIAL

O grupo U2 inaugurará em 30 de junho em Barcelona, na Espanha, uma turnê mundial para promover o novo álbum, "No Line on the Horizon", segundo informa hoje em seu site a revista "Billboard". Segundo a publicação, o anúncio oficial da turnê será feito na segunda-feira.

A "Billboard" destaca que os shows contarão com muitas inovações tecnológicas, como uma tela de vídeo cilíndrica, assim como um cenário considerado ambicioso.

O grupo, liderado pelo roqueiro irlandês Bono, permanecerá na Europa até 22 de agosto e, em seguida, irá aos Estados Unidos, onde deve estrear no dia 12 de setembro com um show em Chicago. A banda percorrerá diferentes pontos da América do Norte até 28 de outubro, e seguirá em turnê até quase finais de 2010.

A ideia do grupo é fazer entre 40 e 45 shows este ano na Europa e na América do Norte.

Além disso, haverá novas apresentações na América do Norte em junho e julho do próximo ano, assim como concertos adicionais em agosto e setembro na Europa.

Depois, o U2 irá à América Latina, onde fará entre 90 e 100 apresentações nos dois próximos anos.

A turnê, batizada de "Kiss the Future", promete se transformar, segundo a "Billboard", em sucesso de arrecadação.

Os preços dos ingressos oscilarão entre US$ 30 e US$ 250. As vendas pela internet começarão em meados de março na Europa e no final deste mês ou princípios de abril na América do Norte, segundo a revista. (EFE)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

mega mix- u2

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

INFORMATION SOCIETY

Information Society é uma banda americana com um estilo misto de Synthpop, Techno e Freestyle, tendo sido oficialmente formada em finais de 1981 na cidade de Minneapolis com a união de três músicos e amigos de colegial: Paul Robb, Kurt Harland e James Cassidy. Cinco anos mais tarde Amanda Kramer entrou para o grupo, mas saiu dois anos depois. O grupo recebe influências de vários gêneros musicais, porém com maior destaque para a música eletrônica das discotecas dos anos 80. Tornou-se conhecida mundialmente pela música Running em 1985.

Entre 1987 e 1988, a banda começou a ganhar maior destaque nos Estados Unidos e Japão, mas especialmente no Brasil, onde o grupo tornou-se um grande sucesso até o desmanche dos membros originais em 1993.

Na novela Deus nos acuda, realizada pela Rede Globo, a música Cry Baby da banda fez parte da trilha sonora. A música Slipping Away foi da trilha de Perigosas Peruas, a música é um dos grandes sucessos do ano de 1992, junto com Cry Baby. Devido a uma série de desentendimentos entre os três membros, Paul e James saíram da banda em 1993 para construir outras carreiras fora da indústria musical, deixando assim Kurt com os direitos e nome da banda. Ele chegou a fazer um álbum solo em 1997 denominado "Don't be Afraid"

Recentemente, os velhos integrantes, Paul Robb, Kurt Harland e James Cassidy, discutiram o retorno da banda. Kurt Harland, por motivos pessoais, teve de desligar-se do possível retorno do grupo, passando os direitos desta para Paul. Outros dois nomes surgiram então: Christopher Anton e Sonja Myers. O novo grupo, formado por Paul, James, Christopher e Sonja, veio ao Brasil em Agosto de 2006 para um show de flash-back e já anunciou um álbum para 2007.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

THE CURE


The Cure
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Nota: Para outros significados de The Cure, ver The Cure (desambiguação).

The Cure

A banda em 2007 na Singapura.
Informação geral
Origem Crawley, West Sussex
País Inglaterra, Reino Unido
Gêneros Pós-Punk[1]
Rock Alternativo[1]
Rock Gótico[1]
New Wave[1]
Período em atividade 1976 - actualmente
Gravadoras Fiction
Suretone
Sítio oficial www.thecure.com
Integrantes
Robert Smith
Porl Thompson
Simon Gallup
Jason Cooper
Ex-integrantes
Michael Dempsey
Matthieu Hartley
Andy Anderson
Phil Thornalley
Lol Tolhurst
Boris Williams
Roger O'Donnell
Perry Bamonte
Os The Cure são uma banda de rock inglesa formada em 1976 em Crawley, Inglaterra. Robert Smith é o líder da banda e único elemento constante desde a sua formação, além de se manter responsável sozinho por sua direcção musical, sendo produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista.

Aclamados no final dos anos 80 e princípio da década seguinte, com diversos álbuns que alcançaram grande exposição e popularidade, passaram a ser negligenciados pela imprensa na segunda metade dos anos 90. Com a chegada do novo século, a banda foi reconhecida mundialmente como uma das mais influentes do rock alternativo moderno. Várias canções dos The Cure tornaram-se sucesso nas rádios, tais como Just Like Heaven, Close To Me, ou Friday I'm in Love, com indicações e ganhos em prémios, e o grupo havia vendido até 2004 mais de 30 milhões de cópias no mundo todo,[2] com 1.1 milhão de vendas certificadas somente no Reino Unido,[3] sendo uma das bandas alternativas de maior sucesso da história.[2] Em Outubro de 2008 a revista britânica NME anuncia a atribuição do prémio 'Godlike Genius' à banda, em forma de reconhecimento pela contribuição para a música alternativa e pela sua extraordinária carreira.[4]

THE CURE


Formação e Three Imaginary Boys (1973 - 1979)
A primeira encarnação do que viria a tornar-se os The Cure chamava-se The Obelisk e era composto por estudantes da Notre Dame Middle School de Crawley, Sussex. O grupo fez seu debute público em abril de 1973 e contava com Robert Smith no piano, Michael Dempsey e Marc Ceccagno na guitarra, Laurence "Lol" Tolhurst na percusssão e Alan Hill no baixo.[5] Em Janeiro de 1976, após deixar os Obelisk, Marc Ceccagno forma os Malice com Robert Smith, agora também na guitarra, e Michael Dempsey, que passou a baixista, juntamente com outros dois companheiros de turma da St. Wilfrid's Catholic Comprehensive School.[6] Ceccagno abandonou pouco depois o projecto para formar uma banda de Jazz-rock fusion chamada Amulet.[7][6] Pouco tempo depois, Lol Tolhurst, dos Obelisk, e Porl Thompson, já bastante conhecido na região pelas suas aptidões,[8] entram para os Malice na bateria e guitarra solo, respectivamente.[6] Após várias tentativas para conseguirem um novo vocalista, Peter O'Toole assumiu a posição.[7] Neste período faziam releituras de David Bowie, Alex Harvey, Jimi Hendrix, entre outros e começaram também a escrever o seu próprio material.[6]

Em Janeiro de 1977, após alguns concertos pouco satisfatórios e por estarem crescentemente a serem influenciados pelo surgimento do punk rock, os Malice passaram a ser conhecidos como Easy Cure,[9] nome retirado de uma canção de Lol Tulhurst.[10] No mesmo ano, ganharam um concurso de talentos promovido pelo selo alemão Hansa Records e receberam um contrato de gravação. Apesar da banda ter gravado faixas para a editora, nenhuma foi lançada.[11] Em Setembro do mesmo ano, Peter O'Toole abandonou o grupo e Smith assumiu o papel de vocalista.[6][12] Seguindo desavenças em Março de 1978 sobre a direcção que a banda deveria tomar - tendo o grupo rapidamente percebido que ganharam o concurso não pelo seu valor, mas pela sua imagem[7], o contrato com a Hansa foi desfeito.[13] Smith mais tarde lembrou "Nós éramos muito jovens. Eles simplesmente pensaram que nos podiam transformar num grupo adolescente. Na verdade eles queriam que nós fizessemos releituras e nós sempre recusávamos".[11]


O coreto de Crawley onde os The Cure fizeram um dos seus primeiros concertos e que se pode ver no vídeo Staring At The Sea - The ImagesRobert Smith deixa de achar piada ao nome da banda e muda-o para The Cure, pois soava-lhe demasiado "West Coast".[14] Entretanto Robert Smith começa também a não gostar dos solos de Porl, pois pretendia um som cada vez mais minimalista, daí que em pouco tempo Porl Thompson também abandonaria o projecto.[13]

...Todos os grupos que gostavamos tinham o the antes do nome da banda, mas The Easy Cure soava estúpido, então mudamos o nome para The Cure. Chateou alguns dos nossos antigos fãs mas...bom, aí está...eu pensei que The Cure era mais aquilo'.[15]

— Robert Smith, Ten Imaginary Years, 1988

Nesta altura os The Cure passam a ser um trio composto apenas por Robert na voz e guitarra, Michael Dempsey no baixo e Lol Tolhurst na bateria. Enviam as suas demos a todas as maiores editoras, mas não obtêm qualquer resposta, excepto do A&R da Polydor, Chris Parry. .[7]Após uma longa conversa, com vários copos à mistura, assinam um contrato com Parry mas não pela Polydor, mas pela sua própria editora que acabara de criar, a Fiction Records, tornando os The Cure a primeira banda a assinar por esta editora.[16]

O primeiro single da banda, "Killing an Arab" é lançado no Natal de 1978, single esse que é bem recebido pela crítica inglesa sem no entando deixar de criar polémica junto de pessoas menos informadas que pensaram que a música teria conteúdo racista.[17] O primeiro álbum, Three Imaginary Boys, só sai em Junho de 1979, e foi igualmente recebido com muito boas críticas, ao ponto de apelidarem os The Cure de "os novos Pink Floyd" (do período de Syd Barrett).

No entanto o som que caracteriza o álbum, ainda com algumas influências punk, músicas rápidas e directas, já não são a imagem do Robert Smith desta altura mas sim de um Robert do passado, do período Easy Cure.[18] A capa original deste álbum tem a particularidade de não ter imagem alguma da banda mas sim três objectos comuns a representar a banda (candeeiro, aspirador e um frigorífico) e não ter o nome das músicas, apenas umas imagens relacionadas com cada uma delas, criando um certo mistério em torno da banda.[19] Mas o que Chris Parry queria demonstrar com esta atitude era que a banda valia pela sua música e não pela sua imagem. Nesta altura eles queriam demonstrar que eram apenas simples pessoas a fazer música, sem qualquer tipo de imagem.[20]

O meu problema com os Cure era, aqui estava uma banda sem imagem mas com uma música forte, então eu pensei "vamos fazê-lo completamente sem uma imagem" em vez de ir pelo típico, sangue, macabro e violento que estava em voga para as capas de álbuns desta altura. Eu pensei, "vamos fazê-lo completamente desapaixonados, vamos escolher as três coisas mais mundanas que possamos encontrar."[21]

— Chris Parry, Ten Imaginary Years, 1988
Eu nem gostei do álbum. Nem sequer pensei que soasse a The Cure de todo. Muitas pessoas disseram que gostavam da sua diversidade mas essa é exactamente a razão que eu não gostei do álbum. Soa como uma compilação ou algo parecido...[22]

— Robert Smith, Ten Imaginary Years, 1988

Começam a tournée de promoção ao álbum e pouco depois são convidados para serem a banda de suporte para a banda Siouxsie & The Banshees..[7] Após uma invulgar deserção no seio desta banda em plena tournée, Robert Smith oferece-se para o lugar de guitarrista até ao fim desta e passaria a fazer os dois sets, tanto pelos Cure como pelos Banshees.[23]

Editam o single "Boys Don't Cry" em Junho que não obtém o sucesso esperado.[24]

O terceiro single dos The Cure, "Jumping Someone Else's Train" foi lançado no começo de Outubro de 1979.[24] Pouco após, Dempsey foi expulso da banda pela sua fria recepção ao material que Smith havia escrito para o álbum seguinte.[25] Dempsey juntou-se aos The Associates, enquanto o baixista Simon Gallup e o teclista Matthieu Hartley da banda de post-punk/new wave de Horley, The Magspies, se juntaram aos The Cure.[26] Os The Associates seriam a banda de abertura para os The Cure inicialmente e The Passions na turnée inglesa Future Pastimes entre Novembro e Dezembro, com a nova formação dos Cure já a tocar algumas canções do projectado segundo álbum.[27] Enquanto isso, uma banda paralela formada por Smith, Tolhurst, Dempsey, Gallup, Hartley e Thompson, com vozes de apoio de família e amigos, e com o carteiro local, Frankie Bell, a vocalista, lançaram um single de 7 polegadas em Dezembro sob o nome presumido de Cult Hero.[28]


[editar] Período obscuro (1980 - 1982)
Após a gravação deste primeiro álbum, Robert inicia pouco depois a gravação do período mais "negro" dos The Cure; a trilogia, Seventeen Seconds, Faith e Pornography. Este período é considerado por uma parte consideravel de fãs como a melhor fase da banda, na qual foram produzidas canções belas e soturnas como "A Forest", "Play For Today", "Primary", "All Cats Are Grey", "Faith", "Charlotte Sometimes", "One Hundred Years", "The Figurehead" ou "A Strange Day". À ilusão do Seventeen Seconds, segue-se a letargia do desespero em Faith. Todo esse desespero e emoções contidas transformam-se em raiva, ódio e num desespero ainda mais exacerbado em Pornography, tornando este álbum um marco para a música alternativa.

Tomamos conta da Fiction e recusamos deixar entrar alguém...Não conseguia lembrar-me do que tinha feito ou onde tinha estado. Eu perdi verdadeiramente contacto com o que era realidade por um par de meses.[29]

— Robert Smith, acerca das gravações de Pornography, Ten Imaginary Years, 1988

Robert Smith, que estava insatisfeito por não ter o controlo sobre certos aspectos, nesta altura passou a tomar as rédeas de todo o processo criativo e co-produziu Seventeen Seconds juntamente com Mike Hedges.[30] A Forest foi o primeiro single dos Cure a entrar no top de singles do Reino Unido, e foi a primeira música que se pôde ouvir deste novo período.[31] Bastante diferente do que tinha sido feito anteriormente, é no entanto, a essência deste novo período e mesmo de toda a carreira.

Após a tournée de 1980, Matthieu Hartley deixa a banda. Hartley afirmou, "apercebi-me que a banda estava a ir numa direcção suicida, música sombria - do tipo que não me interessava de maneira nenhuma".[32]

Em 1981, satisfeitos com o ambiente reproduzido por Mike Hedges, gravam novamente com este produtor, desta vez o álbum Faith, que consegue levar mais adiante o ambiente depressivo presente no álbum anterior.[33]

Na Picture Tour de 1981 os concertos assemelhavam-se a cerimónias religiosas, com uma atmosfera altamente depressiva ao ponto da audiência não aguentar e provocar graves tumultos.[34] Nesta turnê, antes dos concertos, em vez de uma banda de suporte, apresentavam o filme Carnage Visors de Ric Gallup (irmão de Simon Gallup), um filme animado que criava a atmosfera pretendida para o início do concerto.[35] Robert Smith vivia tão obsorvido neste ambiente depressivo, que em certas ocasiões chegava a terminar os concertos em lágrimas; já para o fim da tournée recusava-se a tocar músicas do primeiro álbum.[36]

Eu não me apercebi do efeito que teria na banda. Eu pensei que poderiamos juntar as músicas quando tocassemos ao vivo e as outras canções iriam criar um equilibrio, mas acabou por afectar todos. Aquelas canções tiveram um efeito negativo em nós - quanto mais as tocavamos, mais deprimidos e desolados ficavamos.[37]

— Robert Smith, acerca do álbum Faith, Ten Imaginary Years, 1988

York House Gardens, local onde foi gravado o videoclipe para "The Hanging Garden", do álbum Pornography.Em 1982 editam um dos álbuns mais importantes da banda, Pornography, que é o pico deste período mais sombrio da banda. Um álbum gravado no limite da lucidez já muito perto da insanidade, provocada por vários excessos, sendo o mais evidente o consumo desmesurado de todo o tipo de drogas.[38] Este comportamento por parte de todos os membros da banda, torna-os demasiado frios e distantes e iria criar problemas entre eles em pouco tempo.[39] Este álbum inicia com a linha, "It doesn't matter if we all die" ("Não interessa se todos morrermos"), que define exactamente o pensamento da banda nesta altura. O desespero e o ódio presente no álbum pode ser abreviado pela concisão dessas primeiras palavras que ouvimos neste álbum.

Apesar das preocupações legítimas quanto a este álbum não ter um som comercial, é o primeiro álbum da banda a atingir o top 10 no top do Reino Unido, atingindo o oitavo posto.[40]

Nesta altura começam também a alterar a sua postura de não-imagem e encetam uma mudança no seu visual na digressão do álbum Pornography. Pintam os olhos com batom (que com o suor dava uma sensação de estarem a sangrar dos olhos) e começam a deixar crescer o cabelo duma forma desgrenhada.[41]

Vivia-se um ambiente de "cortar à faca" dentro da banda e os concertos eram feitos quase sem qualquer diálogo entre os membros. Este período, que levou os membros da banda ao limite das suas capacidades físicas e psíquicas, culminou em cenas de pancadaria entre Simon Gallup e Robert Smith em plena tournée de 1982.[42] Os The Cure como eram conhecidos até então tinham acabado. No fim da tournée a banda tinha acabado, apesar de oficialmente, o fim nunca ter sido confirmado.[43] Simon Gallup estava fora da banda..[7]

Na tournée do Faith, comecei a ler livros sobre insanidade, psiquiatria, asilos, bom, saúde mental em geral. Eu pensei no tipo de existência que as pessoas devem ter quando estão internadas, a maneira como são tratados e eu pensei, se eu estivesse sozinho, aquilo podia acontecer-me. Em vez de cantar para uma audiência, eu poderia encontrar-me a cantar para uma parede. [44]

— Robert Smith, sobre o que o inspirou para gravar Pornography, Ten Imaginary Years, 1988


[editar] Período de indefinições (1983 - 1984)
Em 1983, Robert Smith fazia também parte integrante da banda Siouxsie & The Banshees e é neste período com esta banda que Robert adopta a sua imagem de marca, inspirada na Siouxsie Sioux, pretendendo de alguma forma integrar-se estéticamente nesta banda de rock gótico; lábios esborratados de batom, olhos pintados e o cabelo levantado de uma forma despenteada.[45] Fez tanto sucesso que a sua imagem tornou-se um ícone.

O Robert nesta altura sentia-se perfeitamente confortável em ser somente guitarrista ao contrário do papel que tinha que desempenhar nos Cure, daí que temendo perder Robert Smith definitivamente para os Banshees, Chris Parry (dono da Fiction Records) incita-o a gravar algo diferente e mais comercial.[46]

...Eu queria tocar com eles, porque eu estava farto de ser o vocalista e líder da banda durante tantos anos. Eu queria ser só o guitarrista, para ver se seria diferente numa outra banda, eu queria ver se as minhas experiências eram diferentes das deles.[47]

— Robert Smith, acerca dos seus motivos para entrar nos Banshees , Ten Imaginary Years, 1988

Kew Gardens, em Londres, local onde foi gravado o vídeoclipe para The Caterpillar.Antevendo um descontentamento e desilusão dos fãs, o Robert sugere gravar com um nome diferente que não The Cure, mas Chris Parry consegue convencê-lo dos beneficios.[48] Por outro lado, Robert nesta altura estava com intenções de terminar com os Cure ou no mínimo, com todo o misticismo à sua volta, daí que não foi muito difícil convence-lo a gravar algo completamente antagónico ao que os Cure representavam até esta altura. Assim ainda no fim de 1982, surge o single Let's Go To Bed e mais tarde já em 1983, The Walk (#12/UK) e The Lovecats (#7/UK). Como Lol Tolhurst já não conseguia evoluir mais na bateria, passou para os teclados. Andy Anderson, seria o baterista nestas gravações e futuramente seria o novo baterista da banda enquanto que o produtor e baixista, Phil Thornalley seria o novo baixista.[49]

Nesta altura, numa altura de indefinição quanto ao futuro dos Cure, Robert Smith inicia um projecto paralelo com o baixista dos Banshees, Steve Severin de nome The Glove. Apenas editam um álbum que foi bastante marcante para os dois, Blue Sunshine. Andy Anderson seria o baterista dos The Glove.[46]

Em 1984 os The Cure editam The Top, já com Porl Thompson, que já tinha estado ligado aos Easy Cure.[50] Este é um álbum na globalidade psicadélico, também influênciado pela passagem do Robert pelos Banshees e também pela digressão que estes fizeram por Israel.[51] É bastante diferente de tudo já alguma vez feito e deveras estranho, mas que com o tempo se torna cada vez mais apelativo e cativante. Um álbum que de tão estranho, foi recebido friamente e em parte Robert concorda com as críticas pois segundo ele, na altura, os The Cure eram ele e umas quantas pessoas e não verdadeiramente uma banda, de maneira que álbum foi quase completamente feito por ele. Robert Smith tocou neste álbum todos os instrumentos, com a excepção da bateria e saxofone.[52] The Caterpillar (#14/UK) é o único single deste álbum. Da tour de 1984 seria editado um vídeo gravado no Japão denominado de Live In Japan.

THE CURE


[editar] Sucesso comercial (1985 - 1993)
Em 1985, após uma longa conversa num bar, Simon Gallup regressa aos Cure e Andy Anderson entretanto já tinha sido substituído por Boris Williams na tournée do The Top.[53] The Head On The Door é lançado e desta vez conseguem verdadeiramente atingir o mainstream. Os singles "In Between Days" e "Close To Me" são músicas que ainda hoje se ouvem em qualquer lugar. Para além desses clássicos este álbum possui outras preciosidades que marcam a história da banda como a "Sinking", "Push", "The Baby Screams", "A Night Like This", entre outras. Foi um álbum que marcou a banda e os deu a conhecer ao mundo, pois até aqui tinham sido uma banda apenas conhecida em certos circuitos alternativos. Uma particularidade deste álbum é que a música "The Blood" teria sido escrita após Robert Smith ter bebido uma garrafa de vinho do Porto, Lágrima de Cristo.[54] Tentaram fazer uma música inspirada no fado, mas como os resultados não foram satisfatórios, decidiram-se por um som inspirado em flamenco.


Robert Smith em 1985Em 1986 é quando o sucesso se torna num fenómeno de popularidade assim que os The Cure lançam a compilação Standing on a Beach / Staring at the Sea. "Boys Don't Cry", que, em 1980, quando foi lançada, não teve o sucesso esperado, em 1986 torna-se um hino da banda. Neste mesmo ano, Robert Smith chocou o mundo da música quando apareceu de cabelo cortado; a MTV dedicou vários blocos noticiosos acerca do assunto. Acerca do assunto, Robert afirma: "É muito mau quando as pessoas te reconhecem pelo teu corte de cabelo e não pela música. Eu estava farto de ver tantas pessoas que se pareciam comigo."[55] Da tour de 1986 seria editado o vídeo In Orange.

Eu não sei porque razão as pessoas gostam mais de nós agora do que gostavam há cinco anos atrás. Talvez estejamos a fazer música mais acessível. Talvez estejamos a fazer música melhor. Talvez seja apenas porque nos acham engraçados.[56]

— Robert Smith, acerca do súbito entusiasmo mundial em torno dos Cure, Ten Imaginary Years, 1988

Em 1987 gravam no sul de França um disco duplo, Kiss Me Kiss Me Kiss Me, um projecto arrojado, com músicas pop belas contrastando com músicas cheias de raiva, relembrando o período mais negro da banda. "Why Can't I Be You?", "Catch", "Hot Hot Hot!!!" e "Just Like Heaven" são algumas músicas do lado pop, que contrastam com "The Kiss", "Torture" ou "If Only Tonight We Could Sleep", "The Snakepit" entre outras. Actuam pela primeira vez num país lusófono - o Brasil, com oito concertos: três no Ibirapuera em São Paulo, dois no Gigantinho em Porto Alegre, dois no Maracanãzinho no Rio de Janeiro e um no Mineirinho em Belo Horizonte.[57] Lol Tolhurst, estava com cada vez mais dificuldades para actuar ao vivo devido aos seus problemas de alcoolismo levando Robert Smith a optar por convidar Roger O'Donnell dos The Psychedelic Furs para o assistir.[58]

Em 1989, surge o álbum que é considerado de uma forma mais ou menos consensual o melhor álbum da banda, Disintegration. Gravado numa fase particularmente difícil para o Robert, que na altura vivia a angústia da passagem para os trinta anos e da consciencialização de que o passado não volta, conseguiu canalizar todo o seu desespero para as suas letras e música.[59] Nunca o triste e belo estiveram tão perto da perfeição e foi considerado o álbum do ano para a Melody Maker. Com este disco e especialmente com os singles alcançam bastante atenção mundial. "Fascination Street", "Pictures Of You", e principalmente, "Lullaby" e "Lovesong" atingem óptimas posições nos "tops". Laurence Tolhurst, é afastado da banda devido aos seus problemas com o álcool e fraca contribuição para a banda, após um últimato do resto da banda a Robert Smith; Roger O'Donnell que já tinha sido contratado em 1987, assegura a função totalmente. [60] Após uma tournée mundial que pela primeira vez passa por Portugal, no Estádio de Alvalade em Lisboa,[61] Robert despede-se com um "goodbye and I'll never see you again" ("adeus e eu nunca mais vos verei novamente"). Também afirmou à imprensa que esta seria a última tournée que faria.[62] No entanto as suas ameaças não se viriam a confirmar.

Chegou a um ponto ao qual eu não conseguia lidar com isso, então eu decidi que esta seria a minha última tour. Eu simplesmente já não conseguia lidar com o tipo de atenção que me despendiam.[63]

— Robert Smith em declarações à Sounds em Outubro de 1989, The Cure - A Visual Documentary, 1993

Beachy Head, no Sul de Inglaterra, local onde foram gravados os vídeoclipes de "Just Like Heaven" e "Close To Me".Em 1990, "Lullaby" recebe um Brit Award para a categoria de "melhor videoclipe".[62] Neste mesmo ano O'Donnell opta por deixar a banda e é substituído por um roadie, Perry Bamonte, que nunca tinha tocado teclados na vida.[64] Ainda em 1990, Robert Smith surpreende todo o mundo com um álbum de remixes de algumas das suas mais conhecidas músicas. Mixed Up é o nome do álbum, o qual choca tanto a crítica mundial como os seus próprios fãs. Deste álbum serão extraídos os singles, "Never Enough" e "Close To Me" versão remix.

Em 1991, os leitores do jornal de música britânico Sounds elegem os The Cure como a "melhor banda ao vivo". Ganham também o prémio para "melhor vídeo promocional" ("Never Enough"), enquanto Robert ganha o prémio de "melhor músico" e "melhor voz masculina".[65] Ainda em 1991, vencem outro Brit Award; desta vez são distinguidos como a "melhor banda britânica".[66]

Em 1992 sai um novo disco de originais, Wish, que tinha a difícil missão de superar o admirável Disintegration. Por isso mesmo para muitos foi uma decepção mas esquecendo o facto de ser praticamente impossível superar tal álbum, Wish não deixa de ser notável. "A Letter To Elise", "High" e especialmente "Friday I'm In Love" foram os singles que mais uma vez atingiram os "tops" mundiais. O álbum atingiu o top de álbuns mais vendidos no Reino Unido e foi segundo nos Estados Unidos.[67] Ignorando a parte comercial, este álbum possui igualmente temas incontornáveis como "Open", "From the Edge of the Deep Green Sea", "To Wish Impossible Things", entre outras. Foi o álbum de originais dos Cure que mais vendeu.

Os The Cure tinham atingido o auge da sua fama. Seguiu-se mais uma gigantesca tournée mundial, da qual seriam editados dois álbuns; Show (com o lado mais comercial) e Paris (priorizando as canções mais intimistas). Aqui terminava mais uma fase dos The Cure. Boris Williams e Porl Thompson estavam de partida.[68]


[editar] Declínio comercial (1994 - 1999)

Simon Gallup na sua pose habitualApós a debandada, Robert Smith estava também a lidar com o processo que Lol Tolhurst lhe moveu em 1991, contra a sua pessoa e a Fiction Records, por direitos sobre o nome da banda e mais direitos financeiros que julgava ter.[69] Apesar de ter perdido o caso, Lol Tolhurst causa danos na banda, que neste período praticamente deixou de existir.

Em 1995, Robert consegue juntar alguns elementos e começa a pensar mais seriamente num novo álbum. Roger O'Donnell tinha sido convidado de novo para os teclados, Perry deixa os teclados e passa para a guitarra a tempo inteiro e Simon continua no baixo. Como solução para a falta de baterista, decidem colocar um anúncio na NME. Jason Cooper consegue o lugar. [70] Fazem uma pequena tournée por festivais europeus, incluindo o Super Bock Super Rock em Lisboa.[71]

Em 1996 sai o novo álbum, Wild Mood Swings, após o Wish de 1992, um período demasiado longo para um mundo demasiado activo e sedento de novas direcções que praticamente já os tinha esquecido e vivia absorvido pela moda do britpop. No entanto o álbum fica bastante longe das expectativas criadas mesmo pelos próprios fãs. Um álbum bastante heterogéneo e com umas sonoridades completamente atípicas até então. Pela primeira vez um álbum de originais dos Cure tinha vendido menos que o seu antecessor.[72] Seguiu-se uma nova tournée mundial, que mesmo apesar do fracasso comercial do álbum, enchia os recintos por todo o mundo. Apresentam-se novamente em terras tupiniquins no Pacaembu em São Paulo e na última edição do Hollywood Rock Festival no Rio de Janeiro,[57] motivados por um abaixo-assinado de fãs brasileiros.[73] Iniciava-se uma longa travessia no deserto, preenchida por alguns festivais de verão, algumas colaborações e uma nova compilação de singles em 1997 intitulada Galore, que não teve o sucesso esperado.

Ainda em 1998 passam pela terceira vez em Portugal, inseridos uma vez mais no contexto de uma pequena tournée por alguns festivais europeus; agora regressavam para um concerto no Festival do Sudoeste, em Portugal,[74] e para o primeiro concerto na Galiza, na Praia de Riazor, na Corunha

the cure


RESSURGIMENTO Em 2000 os The Cure regressam para, segundo Robert Smith, completar a trilogia iniciada com os álbuns Pornography e Disintegration que agora seria completada com Bloodflowers e logo após a tournée de suporte para o álbum, acabaria com os Cure.[75] Mais uma vez a sua "ameaça" não seria concretizada. O disco, apesar de não estar ao nível dos outros dois, reanima sem dúvida os The Cure, reavivando o entusiasmo pela banda, mesmo sem qualquer single editado. O álbum foi nomeado para um Grammy Award na categoria de melhor álbum de rock alternativo.[75] Seguiu-se uma nova turnê mundial, que foi vista por mais de um milhão de pessoas e uma certa aclamação geral pela banda. Este seria o último álbum de originais que gravariam pela Fiction Records.

Em 2002 realizaram uma nova tournée europeia por festivais do velho continente, incluindo novamente o Festival do Sudoeste em Portugal[76] e em novembro do mesmo ano, realizaram os notórios concertos da trilogia (Pornography, Disintegration e Bloodflowers) nas cidades de Bruxelas e Berlim. Em cada uma destas três noites a banda apresentou ao vivo as três obras completas perante uma audiência em delírio. As duas últimas noites podem ser revistas parcialmente no DVD Trilogy entretanto editado pela banda.

Apesar de já algumas bandas o terem referido no passado, é por esta altura que começam mais frequentemente a referir Smith e os Cure como uma das suas principais influências. Smashing Pumpkins, Placebo, Interpol, Mogwai, Deftones, Bloc Party, Dinosaur Jr., Blink-182, Jane's Addiction, My Chemical Romance, Hot Hot Heat são algumas das bandas que podemos referir, já não referindo uma interminável lista de bandas góticas que foram e são obviamente muito influênciadas pelos The Cure. A banda é considerada uma das bandas que mais influênciou o rock alternativo moderno..[77] E com isto a banda recebe um prémio da revista inglesa Q, "The Most Inspiring Band" perante uma plateia que recebeu Robert Smith de pé.[78]


Porl Thompson, guitarrista dos The Cure.Em 2004 lançam um novo álbum com o simples título de The Cure, gravado pela Geffen Records e produzido por Ross Robinson. Aclamado pela imprensa internacional e pelos fãs e segundo alguma imprensa, o melhor álbum desde o Disintegration.[79] A MTV promove uma homenagem aos The Cure, MTV Icon, com a presença de bandas que nos apresentam covers da banda ou de alguns músicos em representação das suas bandas que falam acerca do quão importantes foram os The Cure para as suas bandas e para eles próprios. Estiveram presentes: Razorlight, AFI, Red Hot Chili Peppers, Audioslave, Air, Good Charlotte, The Rapture, The Killers, Marilyn Manson, Metallica, Interpol, Deftones, Blink-182, Placebo, etc.

...No último verão, senti-me completamente à deriva pela primeira vez na minha vida. Senti-me desassociado de tudo o que sempre me ancorou. Senti que não encaixava na minha casa e na minha família. Simplesmente já não me sentia confortável e as primeiras duas canções (Lost e Labyrinth) reflectem isso [80]

— Robert Smith, sobre The Cure, Uncut, 2004

Entram para o Rock Walk of Fame, e passam a figurar ao lado das maiores lendas de música rock mundial.[75] Fazem uma pequena tournée européia que passa pelo Festival de Vilar de Mouros, em Portugal[81] e Festival Xacobeo, em Santiago de Compostela, Galiza.[82] Após esta, Perry e Roger saem da banda sem grandes revelações dos motivos e Porl Thompson regressa. A re-estreia deu-se no palco de Paris do Live 8.

Em 2005 fazem uma nova tournée com a "nova banda" por alguns dos maiores festivais Europeus e que em 2006 seria editado em DVD com o nome Festival 2005. Durante o período entre 2005 e 2007 Robert Smith protelou sucessivamente a apresentação do novo álbum da banda alegando falta de inspiração, inclusive adiando uma tournée que passaria pelos Estados Unidos e Canadá a fim de terminar o álbum o mais rápido possível. Em Julho de 2007 teve início uma digressão mundial que começou na Ásia, passou pela Oceânia (Austrália e Nova Zelândia) mas foi abruptamente adiada quando se preparava para chegar aos Estados Unidos pelos motivos acima referidos. Em 2008 esta tournée passou pela Europa, incluindo um concerto no Pavilhão Atlântico em Portugal,[83] seguindo posteriormente para a América do Norte.

Em 27 de Outubro de 2008, é lançado na maior parte dos países da UE, inclusive Portugal, o décimo terceiro álbum de originais da banda, o 4:13 Dream, após quatro singles de promoção e um EP

the cure


Características musicais

The Cure ao vivo no Pavilhão Atlântico, Lisboa, em Março de 2008A música dos The Cure tem sido categorizada como rock gótico, subgénero do rock alternativo, como uma das principais bandas, no entanto, Robert Smith disse em 2006 que "é patético quando o 'gótico' ainda se cola ao nome The Cure", considerando o sub-género "incrivelmente estúpido e monótono. Verdadeiramente lastimoso".[84] Ainda assim, Smith afirma que "não somos categorizáveis. Suponho que fossemos pós-punk quando aparecemos, mas na totalidade é impossível. Eu só toco 'música Cure', seja lá o que isso for."[85]

Ainda sobre este mesmo tema, Robert Smith, uma vez mais questionado sobre o assunto, em 2008, para a NME, respondeu:

"Quando eu ingressei nos Banshees, estava consciente que estava a entrar numa banda gótica, e que a Siouxsie era um ícone gótico. Tornei-me de facto um ícone gótico por volta dessa altura."

"Quando eu estava com os Banshees eu vinquei o meu ponto ao usar pijamas - Eu vesti um pijama às riscas azuis. Eu queria realçar que não fazia parte desse mundo. Eu costumava ir beber com o Steve Severin ao Batcave por volta dessa alturar e não há nada mais gótico do que estar a beber no Batcave com o Severin em 1983. Mas eu estaria usando um pijama."

"Quando fizemos o álbum Faith em 1981, o gótico ainda não tinha sido inventado, nós eramos uma "raincoat band". Estavamos a inventar o gótico com esse álbum e o Pornography. Mas nós não o eramos, estavamos apenas a tocar música emocional. Eu sentia-me um bocado desesperado na altura, a banda no seu todo era um bocado desesperante, pensavamos que ia acabar com o Pornography."[86]

Apesar de serem vistos como produtores de música obscura e sombria, os Cure também obtiveram sucesso com algumas músicas alegres. A Spin Magazine, escreveu que "Os Cure sempre foram uma banda do tipo: ou Robert Smith está a afincadamente dedicado numa tristeza gótica ou está a lamber um pegajoso algodão-doce dos seus dedos manchados de batom".[87]

O estilo musical primário dos Cure tem sido listado como "linhas de baixo melódicas e dominantes; vozes lamuriosas e sufocantes; e uma obsessão lírica com o existencial, quase um desespero literário".[88] A maior parte das músicas dos Cure começam com as partes de baixo e de bateria de Smith e Gallup. Ambos gravam demos em casa e depois em estúdio para aperfeiçorem suas ideias. Smith afirmou em 1992, "Eu penso que quando as pessoas falam comigo acerca do som dos Cure, referem-se ao baixo de 6 cordas, guitarra acústica, e à minha voz, mais o som de cordas do Solina".[89] Por cima desta base é acrescentado "grandes camadas de guitarras e sintetizadores"[1] Os teclados sempre foram um componente no som da banda desde o Seventeen Seconds, e a sua importância aumentou com o uso proeminente no Disintegration.[90]


[editar] Legado

[editar] Influência
Os The Cure têm servido como uma influência principal em diversos artistas que emergiram durante os trinta anos de carreira da banda, incluindo Jane's Addiction,[91] The Smashing Pumpkins,[92] e Dinosaur Jr.[93] Smith notou que ele vê as bandas influenciadas pelos Cure, Interpol e My Chemical Romance, com afecto, adicionando que "também acho a obsessão com Simon [Gallup] de Carlos D. [baixista do Interpol] fofa".[94] Além disso, o grupo foi uma das primeiras bandas alternativas a ter um sucesso comercial nas paradas numa era antes do rock alternativo ter chegado ao mainstream. Em 1992, a NME afirmou que The Cure se tornaram durante os anos 80 "uma máquina de sucessos gótica (19 até hoje), um fenómeno internacional e, sim, a banda alternativa mais bem sucedida que já vagou desconsoladamente pela Terra".[95]


[editar] The Cure na cultura popular
Várias referências foram feitas aos The Cure e à sua música na cultura popular. Diversos filmes usaram títulos de canções dos Cure como títulos de filme, incluindo Boys Don't Cry (1999) e Just Like Heaven (2005). A série de TV One Tree Hill tem feito várias referências ao grupo: vários episódios têm nomes de canções como "To Wish Impossible Things", "From The Edge of the Deep Green Sea", "The Same Deep Water as You" e "Pictures of You". A música "Apart" teve um papel proeminente em um dos últimos episódios da 1ª temporada. Adicionalmente, na 3ª temporada, Peyton e Elie entram em uma discussão quanto a qual é o melhor álbum dos Cure: Disintegration ou Wish. E no final da 5ª temporada, Peyton escreveu a letra de "Lovesong" no chão da Rivercourt.

Em algumas situações, a imagem obscura dos Cure tem sido parodiada. No segundo ano de The Mighty Boosh, The Moon canta o refrão de "The Lovecats". Noutro ponto desta série, um poderoso spray para cabelo, o Goth Juice, é dito ser "O mais poderoso spray de cabelo conhecido pelo homem; feito das lágrimas de Robert Smith". The Mary Whitehouse Experience mostrava frequentemente breves clipes das estrelas do show cantando músicas cómicas e rimas de enfermaria como os The Cure em um estilo deprimente. Robert Smith apareceu no episódio final da primeira série de The Mary Whitehouse Experience, dando um soco no personagem Ray (interpretado por Robert Newman) enquanto murmurando a frase de impacto de Ray "Oh no what a personal disaster" ("Oh não, que desastre pessoal").

Robert Smith deu voz a si próprio na primeira temporada da série animada South Park[96] a pedido de um dos criadores, Trey Parker, um fã dos Cure.[97] Smith apareceu no episódio "Mecha-Streisand", aonde lutou contra a gigante metálica Barbra Streisand. Assim que se afasta triunfante pela montanha acima no fim do episódio, o personagem Kyle Broflovski grita "O Disintegration é o melhor álbum de sempre".[98]


[editar] Discografia
Ver artigo principal: Discografia dos Cure
Em 2008, os The Cure tinham editado treze álbuns de estúdio, além de diversos singles, colectâneas, apresentações ao vivo e documentários de gravação.

1979 - Three Imaginary Boys
1980 - Seventeen Seconds
1981 - Faith
1982 - Pornography
1984 - The Top
1985 - The Head On The Door
1987 - Kiss Me Kiss Me Kiss Me
1989 - Disintegration
1992 - Wish
1996 - Wild Mood Swings
2000 - Bloodflowers
2004 - The Cure
2008 - 4:13 Dream
O grupo também compôs canções inéditas para filmes, como "Burn" para O Corvo, "More Than This" em Ficheiros Secretos e "The Dredd Song" para Juiz Dredd. Outras canções foram incluídas em bandas sonoras, tais quais "Boys Don't Cry" em The Wedding Singer e Busenfreunde; "In Between Days" em Grosse Pointe Blank; "Just Like Heaven" em Judas Kiss, Gypsy 83, Just Like Heaven e The Man Who Loved Ynge; "Doing the Unstuck" em Gypsy 83; Career Girls, American Psycho e Marie Antoinette.

Também apareceu em séries televisivas como Melrose Place, One Tree Hill, Beavis and Butt-Head, Cold Case, Reunion, entre outras.

também fazem uma cover de "World In My Eyes" para o álbum de tributo aos Depeche Mode, For The Masses.

u2


U2 é uma banda irlandesa de rock, formada no ano de 1976 e composta por Bono Vox (Paul David Hewson) como vocalista e guitarrista, The Edge (David Howell Evans) na guitarra, piano, voz e baixo; Adam Clayton no baixo e guitarra; Larry Mullen Jr. na bateria.

Os U2 são uma das mais populares bandas de rock do mundo desde a década de 80. Os seus concertos são únicos e um verdadeiro festival de efeitos especiais,além de serem uma das bandas que mais arrecadam anualmente.

Além da empreitada musical, eles são também conhecidos pela sua participação activa em causas políticas e de defesa dos menos favorecidos, em especial o líder da banda, Bono. Bono tem participado activamente em várias campanhas e apelado a líderes do mundo todo afim de obter apoio na sua luta contra a fome, sobretudo nos países mais pobres. Essa "obsessão" de Bono quase levou os U2 ao fim em tempos passados, por incomodar o resto dos membros do grupo, porém isso foi revertido e ele conta actualmente com o apoio destes na sua causa.

Formação
A banda foi formada em Dublin em 24 de Setembro de 1976. Larry Mullen Jr., com apenas 14 anos, pôs um anúncio na escola à procura de elementos para uma nova banda. A resposta resultou num grupo de 5 elementos batizado de "Feedback ", que incluía Mullen na bateria, Adam Clayton no baixo, Paul Hewson (Bono) (voz), David Evans (The Edge) na guitarra e o irmão de David, Dick, também na guitarra.

Após 18 meses de ensaios, os "Feedback" mudaram o nome para "The Hype". A banda tocou com este nome num concerto para a descoberta de novos talentos em Limerick na Irlanda em 17 de Março de 1978, tendo ganho o concurso. Jackie Haden, da "CBS Records", que fazia parte do júri, ficou impressionado com a banda, tendo-lhes dado a oportunidade de gravar a sua primeira demo.

O punk rocker de Dublin Steve Averill (mais conhecido como "Steve Rapid" dos "Radiators From Space") disse que os "The Hype" não prestavam, pelo menos no nome. Mais tarde, devido ao facto de a família de Adam ser muito ligada à aviação, Adam sugeriu um novo nome para a banda, U2 (Lockheed U-2, nome de um avião-espião utilizado pelos EUA durante a Guerra Fria que fora abatido pela URSS poucos dias antes do nascimento de Paul Hewson - Bono) que foi aceito e se tornou o nome oficial da banda até os dias de hoje.

Há quem sugira que o nome "U2" é baseado na filosofia do grupo, que acredita que a audiência faz parte da música e dos espetáculos e como tal "you too" ("Você também") participa do espetáculo.

Dick saiu em Março de 1978, e a banda fez-lhe um concerto de despedida. Reduzidos a quatro elementos, lançaram o seu primeiro single em Setembro de 1979, "U2-3" de seu nome, que chegou ao topo das tabelas na Irlanda. Em Dezembro desse ano rumaram a Londres para realizar os seus primeiros concertos fora da Irlanda, não tendo conseguido grande atenção do público ou da crítica.


[editar] Boy (1980) e October (1981)
Em Março de 80 assinam pela Island Records que em Outubro edita o seu primeiro álbum Boy. Seguidamente partem para a sua primeira turnê fora do Reino Unido. Em 1981 editam o segundo álbum, intitulado October. Os fãs e a crítica depressa deram conta do carácter espiritual das letras da banda; Bono, The Edge e Larry, menos Adam são cristãos assumidos, e não faziam nada para esconder tal facto. Estes três membros cristãos da banda juntaram-se a um grupo religioso de Dublin chamado "Shalom", o que os levou a questionar a relação entre a fé cristã e o estilo de vida baseado no rock.


[editar] War (1983)
Em 1983, o grupo edita o álbum War que incluía "Sunday Bloody Sunday", que falava da situação entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte. O primeiro single do álbum, "New Year's Day", foi o primeiro êxito internacional da banda, tendo chegado a nº 10 no Reino Unido e quase entrou no top 50 dos EUA. A MTV deu grande destaque ao videoclip desta música, o que abriu as portas ao mercado americano. Pela primeira vez realizaram concertos com lotação esgotada tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos dos quais resultaram a gravação ao vivo do EP Under a Blood Red Sky e também de um vídeo. Nessa época os U2 abriam os concertos de The Police.


[editar] The Unforgettable Fire (1984)
A banda começou a gravação do seu quarto álbum com produção de Brian Eno e Daniel Lanois. O álbum foi gravado no Slane Castle, na Irlanda. The Unforgettable Fire, (assim chamado devido a uma série de pinturas feitas por sobreviventes do bombardeamento atómico de Hiroshima e Nagasaki), foi editado em 1984. O disco possui uma sonoridade única: os U2 encontram a linha melódica que os fazem ser uma banda singular. A música "Pride (In the Name of Love)" era dedicada a Martin Luther King, e chegou a nº 5 de vendas no Reino Unido e ao top 50 nos EUA.

A revista Rolling Stone chamou aos U2 a "Banda dos anos 80", dizendo que, para um número crescente de fãs, os U2 eram a banda mais importante, senão mesmo, a única importante.


[editar] Live Aid Concert (1985)
O concerto Live Aid, de ajuda contra a fome na Etiópia em 1985, foi visto por mais de um bilhão de pessoas por todo o mundo. Embora os U2 não fossem considerados como "banda de cartaz", a sua versão de 13 minutos de "Bad" tomou conta do espectáculo, com Bono a abandonar o palco para ir dançar com uma espectadora. Em 1986, os U2 participaram também numa série de concertos de apoio à Amnistia Internacional, esgotando arenas e estádios por todo o mundo. Como consequência disto a Amnistia Internacional viu triplicar o seu número de membros.


[editar] The Joshua Tree (1987)
Em 1987 foi editado The Joshua Tree. O álbum entrou diretamente para número 1 de vendas no Reino Unido e rapidamente chegou ao mesmo lugar nos EUA. Os singles "Where The Streets Have No Name", "With or Without You" e "I Still Haven't Found What I'm Looking For" tiveram o mesmo êxito. O álbum vendeu 26 milhões de copias e foram a quarta banda a ter direito a uma capa da Time Magazine, (as outras três tinham sido os Beatles, The Band e The Who). Os U2 receberam diversos Grammys, entre eles o de melhor álbum do ano. Com The Joshua Tree os U2 conquistaram defenitivamente o mundo.

"With or Without You" fez parte da trilha internacional da novela Mandala da Rede Globo, levada ao ar em 1987.

Em várias pesquisas e enquetes o álbum aparece entre os dez melhores de todos os tempos. Em uma delas, ficou em segundo lugar, atrás apenas de Ok Computer, do Radiohead.


[editar] Rattle And Hum (1988)
A banda gravou e filmou diversos concertos da turnê de Joshua Tree para o álbum e documentário Rattle and Hum, em 1988, e editado em vídeo em 1989. O álbum tornou-se num tributo à música americana, tendo sido gravado nos estúdios da "Sun", é um álbum duplo de temas ao vivo, sessões de estúdio e temas inéditos, como "Desire", "Angel of Harlem" (uma homenagem à cantora Billie Holiday), "All I Want Is You" e "When Love Comes to Town" (com a participação do cantor e guitarrista de blues norte-americano B. B. King).


[editar] Achtung Baby (1991), Zooropa (1993) e "Zoo TV Tour" (1991-1993)
Após um período de férias, a banda juntou-se em Berlim, nos fins de 1990 para começar a trabalhar no seu próximo álbum de estúdio; mais uma vez Brian Eno e Daniel Lanois foram escolhidos para o produzir. As primeiras sessões não terão corrido muito bem, visto que os membros divergiam quanto à musicalidade a ser seguida pela banda. Mas a atmosfera pós Guerra Fria de Berlim fez bem para os U2. A cidade borbulhava após anos de um marasmo cultural. Em novembro de 1991 o U2 lança Achtung Baby. Carregado de distorções e experimentalismo, o álbum foi muito bem recebido pelos fãs e crítica especializada. Achtung Baby é, até hoje, considerado um dos melhores álbuns dos U2. Bono disse, a respeito do álbum, que é "o som de quatro homens a derrubar o Joshua Tree a machadada".

Nos princípios de 1992, começaram a turnê por terras americanas, chegando a ter a participação de Axl Rose num dos concerto. O espectáculo de multimédia, conhecido como "ZooTV", confundia as audiências, com centenas de ecrãs de vídeo, carros voadores e personagens como "The Fly". Esta turnê era uma tentativa dos U2 gozarem com os excessos do rock, de forma a parecer que tinham abraçado a ganância e a decadência – por vezes mesmo fora do palco. Muitos não terão percebido isso, e pensaram que os U2 tinham perdido a chama. Seguindo o mesmo tema, voltaram a estúdio – num intervalo da turnê de "ZooTV" – e gravaram Zooropa que foi editado em Julho de 1993.

No projeto do álbum Duets, Frank Sinatra canta com Bono a música I've Got You Under My Skin. Bono entra na música com sua voz em 1993 em cima da música original de 1966. No videoclipe Bono canta com Sinatra que está num display exibindo a filmagem original. Essa música foi incluída na turnê Zoo TV com a banda fazendo a parte instrumental e Bono cantando ao vivo em cima da música/clipe original de Sinatra.

Em 1995 o U2 lançou a música "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" que foi trilha sonora do filme Batman Forever. No videoclipe desta música uma animação em quadrinhos em Gotham City com Bono em forma de The Fly e MacPhisto (dois personagens de Bono na turnê Zoo TV) confrontando com Batman. Em 1996 a Adam Clayton e Larry Mullen Jr. fazem uma nova versão do tema da série Mission: Impossible essa nova versão é o tema principal do filme Missão Impossível.

Em 1995 a banda editou um álbum conceitual chamado Passengers: Original Soundtracks 1. Foi um projeto paralelo do U2 com Brian Eno que formam a banda Passengers e tocam trilha sonoras de filmes imaginários. Foi pouco divulgado, a maioria das músicas é sintetizada por computador com vozes também sintetizadas. Por outro lado, é nesse álbum que foi lançada originalmente a música "Miss Sarajevo", onde Bono faz um dueto com Luciano Pavarotti. A música foi para o repertório da turnê Popmart com Pavarotti cantando ao vivo no show em Sarajevo e se tornou bastante conhecida ainda hoje sendo tocada em turnê.


[editar] Pop (1997) e "PopMart Tour" (1997-1998)

A tela gigante do palco da PopMart TourNo início de 1996 começaram a trabalhar no seu novo álbum. Pop foi editado em Março de 1997. O álbum chegou a 1º lugar de vendas em 28 países, mas teve críticas bastantes variadas, havendo quem achasse que a indústria musical tinha passado os limites da tolerância na promoção de Pop. O álbum foi lançado sem ter sido amadurecido em estúdio como gostariam os membros da banda. Já estava programada a megalomaníaca turnê "Popmart" e o mundo não podia esperar. O suco de limão de "Lemon" (no meio dos concertos os membros saíam de dentro de um limão gigante) e a coreografia estabanada no videoclipe de "Discothèque" (principalmente de Larry Mullen Jr., visivelmente constrangido em participar de tamanho mico) foram um fiasco total nos EUA. Contudo o álbum "Pop" é um excelente disco, talvez um dos mais introspectivos da banda, mas pouco compreendido por muitos fãs clássicos e pela crítica. O próprio Bono já demonstrou interesse em voltar a trabalhar nele e relançá-lo.

Recentemente a banda lançou o DVD U2 - Popmart Tour Live in Mexico City, que traz o registro ao vivo de uma das melhores preformances dessa turnê na Cidade do México, onde a geniosidade e a grandiosidade da banda é posta à prova. Essa turnê marcou o fim da era tecnológica da banda, que iniciou com Atchung Baby, passando por Zooropa e a turnê da ZOO TV.


[editar] All That You Can't Leave Behind (2000) e "Elevation Tour" (2000-2002)
No início de 1999 os U2 voltam ao estúdio novamente com Brian Eno e Daniel Lanois na produção. Depois da extravagante turnê "Popmart", a crítica achou que os U2 estavam a tentar voltar aos tempos de The Joshua Tree por forma a tentar manter a sua legião de fãs. Durante as gravações, a banda colaborou com o autor Salman Rushdie que escreveu a letra para a música de "The Ground Beneath Her Feet" baseado no seu livro com o mesmo nome. Essa e outras músicas fizeram parte da banda sonora do filme The Million Dollar Hotel, baseado numa história escrita por Bono, e realizado por Wim Wenders, velho conhecido da banda.

All That You Can't Leave Behind foi editado em Outubro e foi muito bem recebido, sendo considerado por muitos, (Rolling Stone incluída) a terceira obra-prima dos U2 ao lado de Achtung Baby e The Joshua Tree. Chegou ao nº 1 de vendas em 31 países; o single "Beautiful Day" foi também um êxito por todo o mundo, tendo inclusive ganho três Grammys.A música Elevetion foi a música tema de um filme Lara Croft: Tomb Raider . O filme teve bastante sucesso e no videoclip, The Edge aparece ao lado da actriz Angelina Jolie que fez o papel de Lara Croft. Essas cenas foram montagens para fazer parecer que The Edge estava mesmo a contracenar com Angelina Jolie.

A turnê que se seguiu, chamada "The Elevation Tour" quase foi cancelada devido ao ataque terrorista de 11 de Setembro, mas eles decidiram continuar, acabando por ser considerada a 2ª maior turnê de sempre (em termos de receitas), logo a seguir a "Voodoo Lounge Tour" dos Rolling Stones em 1994. Após o enorme sucesso do álbum e da turnê, muitos fãs da banda consideraram que ela podia ser considerada a "maior banda de rock do mundo" conforme tinha sido dito por Bono um ano antes.

Após o fim da turnê em 2002, os U2 tocaram três músicas em Nova Orleães durante o intervalo do Super Bowl XXXVI. Numa perfomance emocional de "Where the Streets Have No Name", o nome das vítimas do ataque de 11 de setembro, projectados numa cortina, flutuavam em direção ao céu atrás da banda. No fim da apresentação, Bono abriu o seu casaco e revelou uma bandeira americana pintada no tecido. Essa imagem apareceria na capa de inúmeros jornais e revistas. "All That You Can't Leave Behind" ganhou ao todo 7 Grammys, inclusive de melhor álbum de rock.

Bono continuou a sua campanha pelo perdão da dívida dos países mais pobres durante o verão de 2002.

No final de 2002, os U2 lançaram a segunda parte da sua coleção de grandes hits, o The Best of 1990-2000.

Os artistas de dance music LMC sampleou "With or Without" na faixa "Take Me to The Clouds Above" que ainda incluiu letras de "How Will I Know" de Whitney Houston. Todos os quatro membros dos U2 autorizaram a faixa, que foi lançada com o título de LMC vs U2. Adam Clayton disse sobre a faixa: "É uma ótima batida e vocês podem dançar com ela. Eu gosto especialmente do baixo." A faixa liderou o top de singles do Reino Unido em Fevereiro de 2004, o top 5 da Irlanda e o top 10 da Austrália. Em Abril de 2004, a revista Rolling Stone colocou os U2 entre os 50 "maiores artistas de rock & roll de todos os tempos".


[editar] How to Dismantle an Atomic Bomb (2004-2006)
Uma cópia não finalizada do novo álbum da banda foi roubado em Nice, França, em Julho de 2004. Entretanto, em 22 de julho Bono revelou que caso o disco fosse disponibilizado em redes P2P, ele seria lançado imediatamente através do iTunes e estaria nas lojas em um mês. O álbum How to Dismantle an Atomic Bomb foi lançado no dia 22 de novembro (23 de novembro nos Estados Unidos). Os U2 fizeram o lançamento com um inusitado show pelas ruas de Nova York, tocando as novas músicas em cima de um camião: "U2 Live from Under the Brooklyn Bridge". O primeiro single do álbum, "Vertigo", foi lançado no dia 24 de setembro de 2004. A música foi bastante tocada nas rádios e na primeira semana do seu lançamento estreou no 18º lugar na "Modern Rock Tracks Chart" da Billboard e em 46º lugar na "Billboard Hot 100." How to Dismantle an Atomic Bomb foi um grande sucesso de vendas e de crítica. Passou diversas semanas como o álbum mais vendido em diversos países. Até janeiro de 2005, já havia vendido quase 11 milhões de cópias, número que com certeza aumentou de lá para cá. Além disso, foi vencedor de 8 Grammys, inclusive de Álbum do Ano e Melhor Álbum de rock. A "Vertigo Tour" mostrou ao mundo porque o U2 é uma das maiores bandas de rock da história e sem dúvida a maior da atualidade: concertos maravilhosos, com lotação esgotada e uma estrutura gigantesca.

Os U2 vão lançar o álbum “No Line on the Horizon” em Março de 2009. O álbum sai dia 2 de Março a nível mundial e dia 3 nos Estados Unidos, ainda não estão previstos concertos de apresentação.


[editar] U218 Singles (2006)
Album lançado a 17 de novembro de 2006, traz dois novos singles: "The Saints Are Coming", uma cover da banda escocesa The Skids, gravado em parceria com os Green Day e "Window in the Skies", além de outras 16 músicas escolhidas pelos integrantes da banda depois de pesquisarem quais seriam os singles mais tocados nas rádios. Recentemente o grupo fez uma parceria com a banda Green Day e fizeram a apresentação da cover da música 'The Saints Are Coming'. Todo o dinheiro arrecadado pela venda deste single será destinado a ajuda para as vítimas do Furacão Katrina em Nova Orleans pela instituição que The Edge criou para abastecer os músicos de lá. Esta música está incluída na nova coletânea da banda, desde Boy (1980) até How to Dismantle an Atomic Bomb.

u2-bad

pink floyd-goodbye blue sky

pink floyd- confortably numb